quinta-feira, 5 de novembro de 2009

É a idade?

Tem vezes que me sinto velha pra caramba! Mas não velha no sentido de idosa! Velha no sentido de achar que meus pensamentos e meus modos de agir estão "meio que" ultrapassados ultimamente. Deve ser porque os 30 estão se aproximando (sim, eu tenho quase 30, hehe, faltam alguns anos pra isso).
Mas esse não é um post de velha não! Pelo contrário, estou numa das melhores fases da minha vida. Me sinto bem com meu corpo, minha mente, minha profissão, meu modo de ver e viver as coisas.
É que... tem coisas que me inquietam. Essa geração de adolescentes é muito estranha. Beeem diferente de quando eu tinha essa idade. Vejamos: há 10 anos atrás eu não tinha celular nem computador, quem dirá internet. Não que não existisse em 1999 essas coisas. O celular da moda era aquele Motorola, chamado de "tijolão", pesado que só... Internet então era coisa de rico (e certamente não me encaixo nessa parcela de população, hehe). Essa é a geração da internet, onde é mais fácil escrever (digitar, teclar, twitar, e o cacete) do que conversar! Sim, abrir a boca e emitir sons, palavras, entende? Ah, sim, quem tem mais de 20 me entende, não? Eles são capazes de escrever milhões de palavras (ou melhor, caracteres) mas não são capazes de falar, pedir, explicar. Sei lá, parece que têm preguiça de tudo!
Pra quem não sabe, eu fiz ano passado uma Revista Eletrônica (www.revistaevip.com.br). E desde então fico "circulando" pelas festas e baladas de minha graaaaande cidade fazendo coberturas fotográficas desses eventos. Pois bem, semana passada alguns acontecimentos me fizeram sentar aqui hoje e escrever isso. Sinceramente acho que não consegurei explicar minhas impressões sobre essa nova geração que vem vindo por aí. As meninas (todas muuuito precoces) se vestem como eu me visto (ou eu me visto como elas se vestem, aí seria pior, haha). Mas não, elas não se vestem como meninas, elas se vestem como mulheres! E tem mais peito que eu! (buáááá)
Mas... não vim aqui pra falar de peitos, e sim da forma com que se vulgarizaram querendo parecer mulherões peitudas em cima dos saltos que mal sabem se equilibrar! E não sorriem! Visite o orkut de algum adolescente precoce e tente "catar" fotos sorrindo!!! Você não vai achar!
Claro que não dá pra generalizar, pois tenho uma relação boa com pessoas de todas as idades, acabei me tornado conhecida na minha cidade por esse meu trabalho e falo com todo mundo, sem diferenciação de idade e tudo mais...
Acho que escrevi tudo isso por saudade da minha própria adolescência. Ver como tudo mudou e acelerou tão rápido. E nossa geração era diferente, acho que vivíamos mais cada fase, infância, depois adolescência... era tudo vivido intensamente, e deixávamos a seriedade para fase adulta. Quem sabe essa seriedade, essa preguiça e desmotivação pra vida venha com os 40... porque com quase 30 ainda sou essa "boba-alegre" que fala pelos cotovelos, que prefere falar cara a cara, olhando nos olhos, que fala demais (e que não consegue tirar foto séria) que é jovem ainda, que dança, que ri, que sofre, que vive...
Affffff (essa aprendi com eles! hehe)

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Ação e Reação

"Eu ando pela metade.
Pessoas entram e saem da minha vida com a mesma rapidez de um cometa.
Fatos acontecem e são esquecidos como se fossem notícias velhas de um jornal do ano passado.
Olho rostos conhecidos como quem olha quadros em um museu e tenta entender suas expressões.
Sinto-me incompletamente completa. Momentos há em que sou completa e em outros tantos, faltam-me tantas coisas, tantas pessoas, tantos sorrisos, tantas respostas...
Sigo em frente apenas. Sem rumo. Mas em frente. Voltar pra trás não me faria encontrar o que procuro..."
(Textinho da Carol, adaptado pra minha vida.)
Sentir saudade das coisas que não vivi e que perdi não me fazem sentir mais completa... O ser humano tem disso mesmo, achar sempre que falta alguma coisa... mas é meu coração que está dizendo que falta... porque ficou um buraco, uma vazio, uma solidão...
Esse dias li uma frase tão profunda, que não me sai da cabeça:
"O bom das coisas ruins é que elas passam, o ruim das coisas boas é que elas também passam!"
Eu quero tudo de novo o que vivi de bom. E deixo enterrado tudo de ruim.
Boa garota, é assim que se faz!
Vamo que vamo!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Tá com medo de amar, é?

As pessoas não têm medo de avião, de acidentes... de carro, de moto...
As pessoas não têm medo de ficarem sozinhas...
As pessoas não têm medo de tomar um choque no chuveiro, ou de ser atingido por um raio em uma tempestade...
Elas não têm medo de beber demais e bancar os "palhaços" de circo. Elas não têm medo de usar ou experimentar todos os tipos de drogas...
Não têm medo de mentir, de enganar...
As pessoas não têm medo de transar sem camisinha,
de bater em alguém,
de nadar na praia,
de ser atingido por uma bala perdida,
de passar frio,
de passar calor,
de trapacear para ficar rico,
de dirigir em alta velocidade,
de estar ao lado de quem dirige em alta velocidade...
O que as pessoas têm é medo de amar...
porque o amor desgoverna, nos faz perder a cabeça, nos faz se entregar por inteiro...
As pessoas têm medo de amar porque amar faz nós fazermos planos...
faz sonharmos alto, sonharmos acordados...
Amar tira o sono, o sossego, aumenta a pulsação, faz suarmos frio....
As pessoas têm medo de amar por saber que serão capazes de fazer tudo pela pessoa que se ama, as pessoas têm medo se arrepender...
As pessoas têm medo de amar pois quando amamos de verdade as máscaras caem, e somos quem somos de verdade.
Amar faz nós perdermos noção, sermos transportados para outro mundo.
é por isso que as pessoas têm medo de amar...
porque elas têm medo de tudo o que não dá pra ver, apenas sentir...
E o medo pode ser mais cruel que o próprio amor...
e o medo de ter medo é pior do que o próprio medo...
A vida é muito curta para gente ter do que se arrepender.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Lágrima

Lágrima!
Enquanto as pessoas se perguntem "quem inventou o amor, me explica por favor!".... eu me pergunto sobre a lágrima.
Quando a gente se pega chorando por qualquer coisa, por qualquer lembrança boa (ou ruim), por saudade...
Afinal, daonde vem a lágrima? Que sentido tem sair água dos olhos quando a gente se emociona, ou fica triste? A lágrima deveria ter cor. Vermelha pela dor, azul quando é de alegria, preta quando é de raiva...
Há pessoas com muito mais facilidade de chorar do que outras. Ahhh, permito-me substituir o "chorar" por "escorrer lágrimas". Eu me incluo nessas. Qualquer emoção repentina... pronto, lá estão elas, escorrendo pelo rosto, sem eu querer, sem eu pensar... Só sinto um aperto no peito... ou uma angústia que às vezes nem sei do que é... e elas rolam, e eu deixo elas rolarem... com uma facilidade que até eu me surpreendo... Quase sempre ninguém vê, pois consigo chorar por dentro também... É como se elas tivessem se derramando por dentro do peito, do coração... Ultimamente não as seguro mais, deixo rolarem por fora, e são raras as pessoas que me enxergam "rolando lágrimas" (e não chorando). E elas sabem que são importantes pra mim justamente porque posso deixar as lágrimas rolarem em sua frente, sem vergonha e sem medo do que vão pensar.
Enquanto meus dedos deslizam nesse teclado elas estão rolando. Minhas amigas lágrimas, que teimam em ficar escorrendo e me fazendo sentir algo que ainda não descobri o que é... Saudade... da felicidade ou da paz que quem sabe nunca tive, das lembranças, dos risos, das vozes.... Lágrimas de vontade de viver, de medo de que não dê tempo de fazer tudo o que quero nessa vida... Viu? Elas não vêm só pelo passado. E eu chorona convicta, ou melhor, "derramadora de lágrimas"... choro pelo futuro e pelo presente, pelas pessoas, pelo mundo que muitas vezes é cretino e hipócrita...
Mas não é só tristeza que tem dentro de mim, dentro dessa bolha que fura com os sentimentos e desanda em forma de gotas transparentes.... é emoção!
Algo que, repito, não sei explicar... E eu gosto de derramar lágrimas! Pode ser até engraçado, alguém que gosta de chorar! Assim como gosto de rir! Pra mim são emoções parecidas, porque coloco tudo o que tenho pra fora, sem precisar ficar dentro de mim! E depois de rir ou de derramar lágrimas, respiro aliviada...
Lágrimas são como a chuva, que lavam tudo... E depois da chuva vem o sol, que ilumina os corações e a alma! Meu sol é meu sorriso, minha arma pra lutar e continuar, sempre!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Crazy!

Lute, nunca desista...
Não deixe nada parecer em vão... no trabalho, nas pessoas, no amor...
Grite, não deixe a maldade, a ignorância, a indiferença vencer sempre!
Eu não consigo ficar quieta, isso tudo me aflige, esse jeitinho que as pessoas tentam dar pras coisas sempre... Olhar e deixar tudo como está, porque tem que se conformar...porque sempre foi assim...
Não! Eu não quero esse mundo como é, eu não quero mais todas essas coisas ruins, preconceito, ignorância, comodismo!
Eu não consigo mais ficar quieta, as palavras ficam doendo na minha garganta, elas querem sair pra fora, querem se tornar verdades, não só pensamentos!
Basta! Chega! Eu quero igualdade de direitos, de salários, de qualidade de vida... Quero que as pessoas parem de se dar bem às custas das outras, que os que tem pouco um dia cheguem a ter mais, pra poder viver com dignidade!
Isso! Eu quero dignidade! Pra todos os que merecem!
Eu quero sorrisos, abraços, silêncio!
risadas, trabalho, leitura...
Eu quero carinho, amor e paz!
(por favor alguém tem um remédio pra essa dor que me invade? dor das lembranças, do medo, da insegurança, de saber que nada posso fazer, mesmo que eu queira pra mudar o que vejo, o que me dói e angustia... e nada posso fazer! Ok ok, acho que estou louca, hehe!)

terça-feira, 30 de junho de 2009

Sempre ela....

Ela... sempre ela: Martha Medeiros... pra falar por mim...

A IMPONTUALIDADE DO AMOR

"Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tv, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha. Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa? Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio. O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa. O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito. A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender."
Martha Medeiros.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Dedique um dia a alguém... dedique seu coração a quem merece!

2 anos de blog! Eita coisa boa!
De vez em quando leio o que escrevia no início, quando eu tinha medo do que as pessoas que liam iam achar... e escrevia duas ou três vezes os posts e revisava e tal...Agora me joguei (hehe), escrevo meeeesmo! Como já disse ano passado, escrevo pra mim... e não ando muito preocupada com o que vão pensar...

Quero dedicar esse post às minhas amigas...
mas não àquelas que lembram que você existe quando não tem ninguém pra ir junto na balada...
ou a que te esquece na festa porque resolveu ir embora com o primeiro ser do sexo masculino que apareceu.. ou aquela que lembrou de te dar um toque no celular às 4 da madrugada porque já estava pra lá de Bagdá...
É dedicado às amigas do coração, aquelas que lembram da gente com carinho, que gostam de nos ver felizes, que sabem nosso aniversário mesmo quando o orkut não avisa, que querem nos ver bem, independente de todos os preconceitos, de todas as bobagens que as pessoas dizem e fazem... e que te aceitam como você é.
Pra essas amigas que mudaram tanto no decorrer dos anos, mas que continuam na memória da minha adolescência e da minha infância.
Esse post é dedicado àquela que foi uma segunda mãe pra mim, que ouvia e me aconselhava, me dizendo na cara as coisas. Que quando eu tive minha primeira apaixonite na adolescência me ouvia embaixo de uma pitangueira choramingando que "ele não tinha olhado pra mim". Aquela a quem eu fui madrinha de casamento, madrinha da primeira filha dela e que me apoiou numa das piores fases da minha vida... Aquela que é uma mãe e uma esposa (uma cozinheira também) exemplar, companheira, que ama a família mais do que tudo... Que faz o pão-de-mel mais gostoso do mundo, que tem um dos abraços mais gostosos do mundo!

Esse post é dedicado também àquela amiga que passou comigo toda minha infãncia e parte da adolescência. Que brincava das brincadeiras mais incríveis e mais engraçadas da minha vida (cada gargalhada, meu deus). Brincava de mudinho, uivava pra lua... Agora é uma fisioterapeuta (podre de rica! huahua) que nem dá bola pras amigas pobres (hehe, brincadeirinha). Uma profissional competente, que ama o que faz, que se mandou prum mundo diferente com coragem e fé, e está aí, um mulherão super feliz!

Também àquela que sonha em ser publicitária (e virou bancária), romântica, parece frágil e é uma super-mulher! Aquela que é parecida comigo e ao mesmo tempo tão diferente. Aquela que eu entendo com um olhar cúmplice (e que me entende também), que está longe e eu queria que estivesse perto...

Também àquela que eu vejo quase todo dia, que o papo não acaba nunca... que amadureceu, e também é uma super profissional. Aquela que fez muita festa comigo nestes últimos anos, que me apresentou ao Senhor Carnaval (e agora eu não largo nunca mais desse ser, hehe)... Que eu me aproximei só lá pelos 16 anos e que está no meu coração até hoje (não quero que nunca mais saia dele).

Aquela que foi a primeira do quinteto a casar, que seguiu um caminho "mais certinho" do que todas nós... Que é divertida, meiga, especial... Aquela de quem eu sou madrinha de casamento também! Que mora pertinho e ás vezes eu não tenho tempo de ver...

Amigas: Tassiara (mana), Raquel, Aline, Adriane e Ana. Obrigada por fazerem parte da minha vida! Obrigada por quererem a minha felicidade!Eu já disse uma vez aqui, amizades verdadeiras não acabam por besteirinha, por distância, por namoro, por casamento ou por filho! Nada nem ninguém impede uma amizade verdadeira! Por isso que a nossa é assim! Liiinda! Amo vocês!

Feliz aniversário pro blog! Muitos anos de vida pra todos nós!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Minha terra, minha vida...

Eu moro numa cidade com 14 mil habitantes! Ohhhhhh - dirão todos... Como pode?
Podendo oras! Que seria do mundo se todas as pessoas se deslocassem pros grandes centros urbanos?
Podem rir de mim! Sei que muita gente (os moradores dos tais grandes centros) deve pensar que não há como se viver feliz numa cidade tão pequena assim...
Pois eu digo que há como, sim!
Claro que às vezes bate um tédio pois não tem muitas opções de lazer... E não tem mesmo, não tem cinema, não tem shopping... Mas eu tenho uma vida tão tranquila... que se pudesse moraria a vida inteira numa cidade do interior...
Digo "se pudesse" pois às vezes não há muita oportunidade de emprego (pra mim, publicitária, por exempl0). E vivia dizendo que me formaria e mostraria que dá pra "se fazer" comunicação no interior e mostrar às empresas e órgãos que isso é possível. É... não é tão fácil assim, mas estou tentando... O que me obrigaria ir embora daqui seria a busca por emprego ou uma vida melhor. Aí vem em mente a seguinte questão: que quem vai embora é porque está procurando justamente essa qualidade de vida.
Bom, cada um dá o significado que quiser para "qualidade de vida". Às vezes as pessoas não vão embora a procura disso. É porque querem morar em cidade grande porque acham que a felicidade mora lá.
Eu teimo em dizer que felicidade é a gente que faz. Vivendo à nossa maneira, indo à praça tomar um chimarrão no domingo, caminhar nas ruas sem ter medo de ser assaltado, sem a correria e a loucura de um grande centro. Estou tendo uma vida tranquila, e isso está me realizando atualmente. Me reunindo com meus amigos no final de semana, pra fazer qualquer coisa, jogar conversa fora... E não precisa ser num lugar com 5 mil pessoas...
Aqui em minha cidade estão minhas raízes, minha casa, minha família, meus amigos, minha história... Aqui eu tenho uma história de vida... Eu acho tão bonito quando as pessoas se dão bem na vida dentro da sua própria história, sendo elas próprias, mostrando que podem se formar médicos, dentistas, farmacêuticos, professores... e voltam pra construir a sua vida no seu lugar ... Ajudam a fazer de sua cidade um lugar melhor pra se viver... com seu trabalho, seu amor por aquela terra...
Eu não pretendo sair daqui do meu estado (meu Rio Grande do Sul que tanto amo) pra começar uma nova história, sendo mais uma em algum lugar perdido no mapa... Se as circunstâncias exigirem, tudo bem, me mando pra onde tiver que ir, pois não sei ainda o que está por vir...
Mas se eu puder escolher quero minhas raizes cada vez mais fundas, no chão da cidade de Santo Augusto, minha cidade, minha vida...

terça-feira, 28 de abril de 2009

Um alguém...

Sou alguém que tem o coração bom, eu acho...
Minha alma... essa já não sei se vai para o céu... Mas nem mesmo o céu eu sei se existe de verdade...
Sou alguém que tem esperança de tudo melhorar, que não acredita em milagres, mas que ainda existem pessoas de alma e coração bons...
Sou alguém que olha o céu, o sol, a lua... e acha que não existe coisa mais linda que isso...
E às vezes nem sabe se o que acha é de verdade...
Sou alguém que tem pouco dinheiro no bolso e muita vontade de vencer...
Sou alguém que se revolta com a maldade, com a mentira, com a hipocrisia...
e que olha pro mundo com olhos de criança que não sabe o que sabe...
Como é bom se fazer de criança que não sabe nada da vida, que não enxerga a falsidade...
Como é bom se fazer de falso pras coisas mais falsas da vida...
A verdade é que a verdade não existe...
A verdade é o que a gente acredita que seja...
E de tanto acreditar ela existe...
e existe forte e linda, como o céu e o mar...
que leva e trás as ondas... como o tempo... que esconde as lembranças... e as trás de volta... mesmo quando não se quer...
A realidade é que mostra a verdadeira crueldade que se esconde perante a verdade e o tempo...
Realidade... vontade... verdade...
sou alguém que tenta unir essas três coisas pra transformar em: vida!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Solidão

Achei esse texto nesse blog aqui e adorei. Concordo com tudo o ques está escrito aí. A autoria é de Flávio Gikovate.

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei.
Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.
Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.
Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.
Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade..
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não à partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação,há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo...


quinta-feira, 12 de março de 2009

Ai, sei lá...

Ando preguiçosa, sem assunto pra escrever aqui... não consigo organizar minhas idéias, muita coisa na cabeça...
Ando também preocupada com as novas regras ortográficas... porque esse "vêem" aí do layout é sem acento agora, hehe.
E não salvei a imagem pra modificar!
Help me!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Equilíbrio necessário

As coisas precisam ter meio termo.
Nem muito quente, nem muito frio...
Nem muito doce, nem muito salgado...
Nem muito apertado, mas também nem muito folgado...
Nem muito trabalho... mas também nem muita folga...
meio termo entre razão e coração...
meio termo entre tímido e atirado...
meio termo entre engraçado e sério...
entre muito adulto e muito criança...

Que as coisas sejam nem muito fortes... mas também não muito fracas...
Gosto da solidão, mas não por muito tempo... mas também muita gente me cansa...
Nem muito solta... nem muito presa...
Nem muito, nem pouco... na medida certa!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Pra dizer que não sei o que dizer...

Volto depois de um tempããão sem postar e sem visitar os blogs da minha lista. Falta de tempo, preguiça, férias... e mais um montão de motivos...
Me envolvi nesses últimos meses com o projeto de uma revista eletrônica, que (ainda bem!) deu certo... A Revista E-Vip era um sonho antigo que eu tinha, que se juntou com o sonho de dois conhecidos meus. Na verdade a idéia inicial era fazer uma revista impressa. Mas fomos deixando pra entrar de cabeça no projeto depois que eu me formasse. Depois de minha formatura, que foi em setembro (sim, eu me formei! hehe)... as idéias borbulhavam em minha cabeça. Queria fazer uma coisa rápida, que fosse diferente em minha cidade... Achei um colega que topou entrar de cabeça no projeto comigo. Mas, como de uma hora pra outra ele pulou fora (e até hoje tô de idota na história sem entender o porquê) resolvi seguir com o site sozinha. E consegui! Mais uma vitória pra mim! Sim, mais uma! Pra muitas pessoas pode não parecer nada, mas ir atrás dos entrevistados, tirar as fotos, bolar o layout, a logo do site... tudo isso.. dá trabalho, ainda mais sozinha.
Por isso então que se eu fizer uma retomada de meu ano, uma das coisas boas que aconteceram foi a E-VIP, que me mostrou uma lado de jornalista (que eu nem sabia que tinha!), um lado de fotógrafa (ainda tenho muito pra aprender!) ... e um lado "Grazi de ser" que eu amo cada vez mais...
Sei lá. Todo mundo fazendo retrospectivas... tô com preguiça de fazer a minha. Quero guardar pra mim as emoções de 2008... E foram muitas... tristes, alegres... todo ano é um novo ano.
Só posso desejar a todos nós um ótimo ano... Que possamos curtir e aproveitar cada segundo de nossas vidas, da forma que cada um achar melhor, sem prejudicar as pessoas, sem pisar em ninguém... Que possamos entender que somos diferentes, e respeitar isso (sei que é bem difícil).
Então é isso! Dois mil Inove!!!!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Ao mestre com carinho

RS: PROFESSORES ESTADUAIS EM GREVE
Categoria entrou em greve geral por tempo indeterminado
Reunidos em assembléia geral na tarde desta sexta-feira 14, no Gigantinho, em Porto Alegre, os trabalhadores em educação decidiram entrar em greve. A assembléia reuniu aproximadamente dez mil educadores, que, por ampla maioria, votaram pelo início imediato da paralisação para barrar os ataques do governo à educação e aos educadores.
A categoria exige a retirada imediata da Assembléia Legislativa do projeto que cria um piso regional que descaracteriza a lei federal que criou o Piso Salarial Nacional e ainda ameaça os planos de carreira dos professores e funcionários.
A presidente do CPERS/Sindicato, Rejane Rodrigues, criticou duramente o governo Yeda Crusius (PSDB): "É um governo covarde que se esconde atrás de decretos e violências porque não tem competência nem coragem".
Fontes: sítio do Cpers/Sindicato e blog RS Urgente

Não tenho nada contra greves, inclusive acho que a profissão de professor deveria ser uma das mais remuneradas... Tinha que ser mais valorizada sim! Mas por outro lado, me vem a cabeça os professores que eu tive quando era aluna de Escola - na época se chamava 1º e 2º grau.
Só acho que às vezes alguns deles reclamam "de barriga cheia". Como disse antes, professores deveriam ser mais valorizados sim! Mas os bons professores! Aqueles que fazem valer sua profissão, que amam o que fazem, que respeitam seus alunos, que sabem o significado da palavra "educar". Fico muito triste quando vejo algum professor que enche a boca pra dizer que não sabe nem ligar um computador. Pérai? É por que ganham tão mal que não tem condições de adquirir um? Não não! É por preguiça mesmo! Falta de vontade de aprender, de se aperfeiçoar, se buscar novas formas de ensinar e trocar idéias com seus alunos. Bom, se o mercado exige que os profissionais se aperfeiçoem em suas áreas porque muitas vezes a forma com que ele aprendeu há 20 ou 30 anos atrás já está ultrapassada, porque aceitamos um professor que usa os mesmos métodos e dá aula da mesma forma que há décadas atrás?Admiro a classe dos professores e tive professores muito bons (e alguns muito ruins também). Incrível como são os dois tipos que nos marcam pra vida inteira. Os melhores e os piores. Um que te fez amar alguma matéria, que ensinou com todo carinho e dedicação... e por outro lado, o outro... que faz o aluno odiar pra sempre a física ou a química, por exemplo.
Quero citar apenas os bons, por hora... A professora da 3ª série que virou minha chefe e amiga por 8 anos, profª Nilva, que tratava a todos igualmente, sem distinção. As professoras do primário Nelcinda e Cenira... lembro delas com muito carinho...E mais tarde a Profª Vera Lazzari, de português, que disse uma vez que eu escrevia bem e tinha um futuro como jornalista (veja só, eu jornalista! hehe). A profª Margot, de inglês e a profª Maira, de matemática, que me fizeram gostar dessas duas matérias chatinhas... Tinha um professor de matemática também, o Miguel Curtarelli, muito divertidas eram as aulas dele.. ele falava umas gírias "mucho locas"...hehe. Tem outros que me marcaram, pro lado ruim também... e até lembro de algumas humilhações que fizeram alguns colegas meus passar. Não citarei nomes aqui, porque sou boazinha... mas só gostaria de dizer uma coisinha para vocês professores: Admiro essa profissão! Admiro a garra de vocês! Sigam a luta por melhores salários! Estarei sempre do lado da valorização dessa classe! Mas... façam por merecer! Amem sua profissão, tratem seus alunos com carinho e respeito, não exijam só deles isso... e... "vamo que vamo que o show (a aula) não pode parar!!"

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Essa tal felicidade

Palavra difícil e chata, essa chamada felicidade... Passamos a vida atrás dela, correndo pra ter pedacinhos dela... os tais momentos felizes.
Mas, e se eu morrer amanhã? Fui feliz? Estava esperando o quê para ser feliz? Ter meu carro, meu amor, minha vida própria?
Perguntas que às vezes não tem resposta: O que te faz feliz? Um sorvete? Um dia de sol? Um banho gostoso?
Poder dormir bastante, o carinho de alguém querido?
Ok, isso te faz feliz! Mas não por todo o tempo. Não conseguimos ser felizes todo o tempo, todo dia, toda hora. O que vivemos são momentos de felicidade, minutos, segundos... Acordar e lembrar que é domingo e que dá pra dormir mais um pouco... Aquela "vontadona" de um chocolate e lembrar que tinha guardado um na geladeira... Rir de doer a barriga, ficar sem fôlego com um beijo, um arrepio, um carinho. O que são essas coisas? São segundos de felicidades, de êxtase, de prazer, de alegria.
E isso que dá sentido à vida.
Esses tempos respondi uma entrevista pra um jornal daqui, a coluna era "Perfil". Aí tinha aquelas perguntas, livro preferido, frase preferida, essas coisas. E tinha uma pergunta assim: Quando você foi mais feliz? Respondi todas as outras e deixei essa por último. Voltava e tentava pensar em uma resposta, e nada...
No outro dia voltei pra terminar a entrevista e escrevi "Hoje". Aquele dia tinha dado tudo errado, apareceram alguns problemas no trabalho, tinha discutido com minha mãe em casa, estava chovendo (e eu estava com um mau humor tremendo). E mesmo assim respondi "hoje".
Se não nos sentirmos felizes hoje, nos dando qualquer desculpa pra infelicidade, nunca seremos. E se fazer de "coitadinho" pra vida não é o caminho. Deixar a vida passar, sem lutar, sem viver... quando a gente vê a vida passou mesmo, e você já tem 40, 50, 60 e só ficará lembrando "como eu fui feliz aquele tempo!". Mas por que só os jovens têm direito de estarem felizes e alegres e os adultos tem que ser sérios e de cara amarrada? Engano pensar que felicidade tem a ver com liberdade de poder fazer o que quer. Felicidade exige responsabilidade, de saber que atos de irresponsabilidade virão junto junto com milhões de segundos de frustrações. Eu não quero uma felicidade falsa...
E se ela - a tal felicidade - não está conosco 24 horas por dia, mas se ela aparecer em alguns segundos do meu dia ... e for verdadeira, já chega...
E eu quero viver muitos segundos de felicidade nessa minha vida...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Sobre as canalhices dos canalhas...

Nunca a falta de amor próprio me revoltou tanto quanto agora... Sei que esse assunto até pode estar "batido" e há milhões de posts sobre isso por aí... Mas, me respondam: O que leva uma mulher a namorar um "traste" (sabendo que ele não presta)? Gostar de sofrer e ser humilhada, só pode ser... Putz, as mulheres lutaram tanto pra serem independentes, ter sua profissão pra não depender (pelo menos financeiramente) de homem nenhum... e agora precisam se rebaixar só pra não ficarem sozinhas? Desculpem, mas isso é ridículo. Claro que não nasci espertinha assim (hehe) e já passei por relacionamentos auto-destrutivos, mas não entendia muito da vida naquela época (ingênua que só eu!). Mas digo hoje, que sou adulta e estou mais que vacinada, consigo ver as coisas de outra forma. E não consigo entender porque uma mulher (adulta e independente) precisa ficar se rebaixando só pra dizer que tem namorado... E o ditado antiiiigo cai como uma luva: "Antes só do que mal acompanhada", sempre! E aí quando comento com alguém e a pessoa diz assim "Ah, mas ela tá feliz!" Feliz? Tendo que ver o desgraçado dando em cima de todo mundo e ser mal tratada na frente dos outros? Essa é a felicidade que eu não quero...
E nessas horas (só nessas horas) quando vejo cenas desse tipo, de falta de amor próprio, sinto pena... e me sinto feliz por estar solteira! Como diz uma amiga minha em alguma balada, quando vê o cara que tem namorada se achando o garanhão do pedaço, ela me olha e diz: "Meu Deus, obrigada por eu ser solteira!" hehe.
Por que assim, vamos combinar... Se quer azarar meio mundo e "inflar" o ego, fica solteiro querido... e faça o que der na telha... Mas nossa vida é feita de escolhas, e se você escolheu namorar, pelo menos respeite a pessoa (ao menos na frente dos outros)...
Ai ai, viva a solteirice, minha gente!!! hehe [nas terças-feiras, meu humor negro bate recordes!]

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O exagERO é sempre um ERRO.

Dentre muitas coisas que me assustam, uma delas é o fanatismo. As pessoas são capazes de fazer qualquer coisa quando são fanáticas...
Pelo futebol (aqui no Rio Grande do Sul você é gremista ou colorado, e a rivalidade é tanta que são capazes de fazer extremas maldades para alguém do tipo rival, num momento de fúria...)
Pela religião (Bom, não há nem o que se comentar essa questão, já que muitas guerras e maldades aconteceram no mundo por causa dos fanáticos religiosos)
Pela política - Estou torcendo para que esses dois dias de campanha política antes das eleições municipais passem voando... Se não fossem os fanáticos as campanhas políticas seriam limpas e calmas, com respeito. É isso, o fanático não respeita alguém por pensar de forma diferente da dele... não admite que cada um tem liberdade (ou não!) de ser do partido que quiser, votar em quem quiser e torcer pra quem bem entender... Tudo se começa (e se termina com respeito).
Aqui na minha cidade há dois blocos de carnaval (mas carnaval aqui é o ano todo, com os blocos se "bicando" pra ver quem é o melhor que o outro...) que literalmente se "odeiam". Ter duas opções é até legal, pois cada bloco tem as suas características e cada um escolhe o que mais lhe agrada. O duro é quando passa do "legal" e os fanáticos partem pra ofensas e coisas assim...
Eu já chamo isso de "ignorância"... My god, é de se apavorar o que algumas pessoas fazem, a forma como agem quando são fanáticos por alguma coisa ou alguém... De não entenderem que o bom de se viver é porque há coisas pra todos os gostos, que cada um tem um gosto, uma ideologia, uma forma de pensar...
Não teria graça alguma se as pessoas se unissem num grande grupo e pensassem da mesma forma... Pra que teria campanha política e até mesmo a própria publicidade? Há coisas e produtos pra todos os gostos, pra satisfazer todos os tipos de pessoas, e isso é genial... Já parou pra pensar nisso? Eu já dei o primeiro passo: parei pra pensar nisso, e estou adorando...
Viva a diversidade e a liberdade de expressão! Viva a liberdade de torcer pra quem eu quiser!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Stop!!!!

Chega! Cansei de ser boazinha! De balançar a cabeça positivamente quando as pessoas me contam coisas absurdas, fofocas, besteiras! Putz, eu tenho tanta coisa mais importante pra me preocupar!
Cansei! De pensar (mesmo que inconsciente) no que os outros vão dizer, vão pensar... se a Grazi certinha pirar e sair do sério...
Cansei de hipocrisia e ignorância, não faço mais questão de ser simpática... só com quem eu quiser, é claro...
Não, eu não te vi aquele dia e odeio o teu papinho cretino que acha que tá arrasando... Duvida que eu te diga isso na cara? Cansei de ficar vendo gente falsa e metida achando que eu não tô vendo nada. Eu tô vendo sim! Mais do que com os olhos, eu vejo com o coração, e quero ser feliz por dentro, não importa o que os outros achem ou pensem!
Eu posso ser malvada se eu quiser, eu posso ser falsa, se eu quiser...
Só não quero mais ser boazinha, agora eu vou ser a boazuda! Não no sentido erótico da palavra (ou também no sentido erótico da palavra)... Mas no sentido de ser boa no que faço, pra quem eu quero, pro que eu quero!
Se eu quiser matar eu mato! Te mato de amor, ou de cócegas... ou de rir, ou de felicidade, ou.. te mato de vontade...
Se eu quiser roubar eu roubo... roubo beijos, roubo sentimentos, roubo pensamentos...quero roubar teu sorriso... teu suspiro...
Se eu quiser eu vivo... vivo de esperanças, de sonhos, de desejos... Brinco de ser eu mesma! De sorrir e de cantar... E daí que você tá olhando? Se for de inveja, eu dou risada... se for pra dar risada, me convida...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Não gosto de pratos frios! (a vingança não é um prato que se come frio!)

Se tem uma coisa que aprendi e que vai ser difícil esquecer é de como saborear o doce gosto da vingança.
Mas não aquela "olho por olho, dente por dente"...
E sim a vingança que simplesmente o tempo (ou uma oportunidade) faz acontecer.
Uma pessoa fez algo a você que você não gostou? Você não respondeu na hora, não pagou na mesma moeda, perdeu a oportunidade? Espere, pois a vingança virá.
Entendam-me: sou contra violência, palavras de baixo calão, discussão e baixaria.
Você não precisa fazer nada... as coisas simplesmente vão acontecer e sua vingança estará escorrendo como um mel no canto da boca: DOCE!
Já me vinguei de várias pessoas que me fizeram mal ou me humilharam dessa forma que citei. Simplesmente aconteceu! Às vezes a sua própria felicidade ou a conquista de alguma coisa que a pessoa duvidava que você conseguiria (torcendo e conspirando contra) já é a melhor das vinganças.
Ou a indiferença... A pessoa te tratou como um lixo? Não esbraveje, não grite, não urre... Um dia ela e uma formiga no chão significarão a mesma coisa... E você não precisará dizer: "Olhe, me dei bem, estou feliz!" Não! O silêncio se junta a essa receita do doce saboroso... A pessoa simplesmente saberá que você se vingou... sem fazer mal algum, apenas fazendo bem a você mesmo. Simples assim!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

"é de praxe..."

Quando ela nasceu tinha que usar tudo rosa, afinal era menina. Menina usa rosa e menino usa azul! Aí quando foi crescendo queria ter a boneca que todas as amiguinhas tinham, mesmo que a família não tivesse como comprar. Chorava, chorava, até ganhar. Quando usava saia, tinha que sentar de pernas fechadinhas, com bons modos de menina. "Que coisa feia, parece um guri, subindo em árvore, vive suja menina!" ouvia de sua mãe. Quando cresceu mais queria saber de onde vinham os bebês, mas desconfiava que era um assunto proibido, pois cada vez que perguntava pra sua mãe, ela mudava de assunto ou dizia "isso não é coisa pra criança saber, quando você crescer vai entender". Ela logo esquecia e ia brincar com sua boneca nova, que seu pai comprou em prestações...
Quando ficou adolescente só podia sair depois do "Baile de Debutantes". Ela achava tudo isso muito ridículo e seu maior sonho era usar calças como via as moças das revistas usarem, e pintar as unhas de vermelho, como as atrizes que via "todo domingo no cinema". Mas uma moça de família não podia se dar a esse "desfrute". Tinha que casar virgem, o padre dizia toda semana... e agora ela entendia o que era "pecar contra a castidade". Ela fazia coisinhas escondidas com os meninos da escola, mas eles prometeram nunca contar a ninguém, se não ela não seria mais uma "moça pra casar". Quando cresceu mais ainda, teve que escolher uma profissão. Seu pai escolheu é claro, na verdade após mil discussões entre seu pai e sua mãe. A mãe dizendo que queria uma filha professora, já o pai sonhava em ter uma filha médica. "Já não realizei meu sonho de ter um filho homem, pra levar meu sobrenome adiante, que nossa filha seja 'doutora' então, pra pelo menos me dar um orgulho na vida".
Ela não queria casar, sonhava em conhecer o mundo, viajar, conhecer coisas novas. Mas sua avó sempre dizia que tinha que casar logo pra não "ficar pra titia" e tinha que escolher "um bom partido".
Enfim se formou médica, casou virgem com o primeiro namorado, que era rico, de "boa família"... A família fez o "enxoval", comprou os móveis, escolheu os convidados para o casamento dela. "Filhinha, tem que convidar a Tia Gertrudes pro teu casamento". "Mãe, eu não gosto da Tia Gertrudes." "NÓS vamos convidar a Tia Gertrudes minha filha, o que vão falar se não convidarmos?" Mais uma vez ela aceitou, afinal "era de praxe" os pais fazer a lista do casamento.
Tudo na vida dela "era de praxe". Depois de casada, mesmo médica formada, ficou em casa cuidando dos filhos, pois o marido tinha "boa situação econômica" e não gostava que ela "largasse os filhos com qualquer um". Ele gostava de chegar em casa e comer a "comidinha feita pela esposa" usar a "camisa passadinha pela esposa"... E ela era a esposa mais "perfeita" do mundo. Filhos? Eles tiveram quatro, 3 meninas e 1 menino. As 3 primeiras eram meninas, mas o "benzinho" queria ter um menino pra jogar futebol com ele, e pra quando "fosse homem já" levá-lo na "casa das tias" que iam ensiná-lo "pra vida"... Então ela tinha que ficar em casa cuidando dos filhos "que Deus lhe deu", pois o Padre tinha falado na igreja que "o casal tinha que aceitar quantos filhos Deus lhes concebesse".
Agora ela estava ali, olhando as fotos antigas, da família, da mãe e do pai que já tinham morrido... Os filhos todos formados já tinham saído de casa. Dois o "benzinho" expulsou de casa: a mais velha, pois engravidou sem casar e era a "vergonha da família", e o menino, que não gostava de futebol e a família desconfiava que não era muito "chegado em mulher". Só uma das filhas era seu "orgulho". Boa dona-de-casa, cozinhava bem, bordava, essa "saiu prendada como eu" - pensava ela.
Mal sabia ela que essa filha, depois de levar os filhos na escola, desviava caminho e ia encontrar o Carlão, um menino de 17 anos, "forrado" de piercings e tatuagens... E com ele, por algumas horas do dia, se sentia a mulher mais feliz do mundo....

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Quatro anos é muito tempo sim!!!


Maravilhosa a campanha de TV do Tribunal Superior Eleitoral para as eleições municipais deste ano.
Desde os VT's até os textos, criativos, inteligentes. Só não sei se a maioria da população consegue entender.

Este primeiro do cometa, tem um texto muito bom.

video

"Perder uma oportunidade pode fazer você perder muito tempo.Se, nas próximas eleições, você não ecolher os melhores candidatos, por exemplo.a sua cidade vai perder 4 anos. E 4 anos é muito tempo."

Nossa, muito inteligente né? Bom se os brasileiros raciocinassem um pouco a partir desses comerciais... E votassem direito, isso ia ser tudo de ótimo!

A partir desse do cometa e do trem - na mesma linha, o cara tá no carro esperando o trem passar e tal e perde a oportunidade, tendo que esperar mais um tempão... - tem outros bem interessantes também:

video

"Eu sou o João Paulo. E há quatro ano eu comprei esse celular. Desde então, eu tenho uma espécie de reação...Na verdade é que eu me emciono com o seu toque.Toda vez que alguém me liga, eu choro. Eu sou extremamente emotivo, eu acho. E a música é tão, tão linda. ..

Quatro anos é muito tempo. Principalmente quando as coisas não vão bem. Por isso, pense bastante antes de escolher o vereador. É ele quem vai fazer as leis e fiscalizar o prefeito nos próximos 4 anos.

video

"Eu sou a Mariana. E há quatro anos convivo com algo inexplicável. Sempre que estou com pressa, atrasada, ando em círculos. Eu tento andar reto, mas meus pés implesmente preferem fazer a volta.Eles não me obdecem, não me obdecem.Não é pra lá. Não é pra lá. Não é pra lá. Meu Deus!Quatro anos.

Quatro anos é muito tempo. Principalmente quando as coisas não vão bem.Por isso, não venda seu voto. Ele não tem preço. E é a única forma de não deixar maus políticos no poder por quatro anos."

E o Lúcio e a mania chata de quando fica nervoso, sapatea..Esse é engraçado mesmo..."isso destrói a reputação de um sujeito" "imagina um momento sério e você lá, fazendo passinho". Taí o vídeo desse:

video

A questão é saber votar, e isso é difícil. Ainda que em eleições municipais dá pra conhecer um pouco mais os candidatos, mais que candidatos a presidente, senador...

Consciência! Mais do que tudo é preciso consciência! Pois infelizmente as pessoas ainda não levam a questão do voto a sério. "Ah, meu voto não vai fazer diferença" - já ouvi muito disso por aí...

Vamos valorizar nosso direito! E não eleger gente burra, desonesta e incompetente! O que tem disso por aí, as campanhas eleitorais chegam a ser cômicas... Aqui no meu município tem que rir pra não chorar!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

O mau elemento

Eu olho pra sua tatuagem e pro tamanho do seu braço e pros calos da sua mão e acho que vai dar tudo certo. Me encho de esperança e nada. Vem você e me trata tão bem. Estraga tudo. Mania de ser bom moço, coisa chata. Eu nunca mais quero ouvir que você só tem olhos pra mim, ok? E nem o quanto você é bom filho. Muito menos o quanto você ama crianças. E trate de parar com essa mania horrível de largar seus amigos quando eu ligo. Colabora, pô. Tá tão fácil me ganhar, basta fazer tudo pra me perder. E lá vem ele dizer que meu cabelo sujo tem cheiro bom. E que já que eu não liguei e não atendi, ele foi dormir. E que segurar minha mão já basta. E que ele quer conhecer minha mãe. E que viajar sem mim é um final de semana nulo. E que tudo bem se eu só quiser ficar lendo e não abrir a boca. Com tanto potencial pra acabar com a minha vida, sabe o que ele quer? Me fazer feliz. Olha que desgraça. O moço quer me fazer feliz. E acabar com a maravilhosa sensação de ser miserável. E tirar de mim a única coisa que sei fazer direito nessa vida que é sofrer. Anos de aprimoramento e ele quer mudar todo o esquema. O moço quer me fazer feliz. Veja se pode. E aí passa a maior gostosa na rua e ele lá, idolatrando meu nariz. E aí o celular dele toca e ele, putz, perdeu a ligação porque demorou trinta mil horas pra desvencilhar os dedos do meu cabelo. Com tanto potencial pra me dar uns tapas, o moço adora me fazer carinho com a ponta dos dedos. Não dá, assim não dá. Deveria ter cadeia pra esse tipo de elemento daninho. Pior é que vicia. Não é que acordei me achando hoje? Agora neguinho me trata mal e eu não deixo. Agora neguinho quer me judiar e eu mando pastar. Dei de achar que mereço ser amada. Veja se pode. Trinta anos servindo de capacho, feliz da vida, e aí chega um desavisado com a coxa mais incrível do país e muda tudo. Até assoviando eu tô agora. Que desgraça. Ontem quase, quase, quase ele me tratou mal. Foi por muito pouco. Eu senti que a coisa tava vindo. Cruzei os dedos. Cheguei a implorar ao acaso. Vai, meu filho. Só um pouquinho. Me xinga, vai. Me dá uma apertada mais forte no braço. Fala de outra mulher. Atende algum amigo retardado bem na hora que eu tava falando dos meus medos. Manda eu calar a boca. Sei lá. Faz alguma coisa homem! E era piada. Era piadinha. Ele fez que tava bravo. E acabou. Já veio com o papo chato de que me ama e começou a melação de novo. Eita homem pra me beijar. Coisa chata. Minha mãe deveria me prender em casa, me proteger, sei lá. Onde já se viu andar com um homem desses. O homem me busca todas as vezes, me espera na porta, abre a porta do carro. Isso quando não me suspende no ar e fala 456 elogios em menos de cinco segundos. Pra piorar, ele ainda tem o pior dos defeitos da humanidade: ele esqueceu a ex namorada. Depois de trinta anos me relacionando só com homens obcecados por amores antigos, agora me aparece um obcecado por mim que nem lembra direito o nome da ex. Fala se tão de sacanagem comigo ou não? Como é que eu vou sofrer numa situação dessas? Como? Me diz? Durmo que é uma maravilha. A pele está incrível. A fome voltou. A vida tá de uma chatice ímpar. Alguém pode, por favor, me ajudar? Existe terapia pra tentar ser infeliz? Outro dia até me belisquei pra sofrer um pouquinho. Mas o desgraçado correu pra assoprar e dar beijinho.
Texto de Tati Bernardi
* Grazi acrescenta ao texto: olha só, além de tudo isso, o mau elemento tem barbinha e toca violão... que saco né? hehe
Texto muito, muito bom. Até pensei em escrever algo hoje, mas quando li o texto, postei na hora...

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Profissão: Publicitária

PQP! Por que não escolhi ser médica, professora, advogada? Nossa, é tão mais fácil (até pra explicar pras pessoas!!) Diálogo comum:
- Nossa, que legal, você está se formando! Em quê?
- Publicidade.
- Em quê?
- Publicidade. Vou ser publicitária!
- Ah, tem a ver com comunicação né. Você vai ser jornalista!
- Não, publicitária. Vou fazer campanhas, anúncios, comerciais...
- Ah, escrever no jornal, ser repórter?
- NÃÃÃOOO! (já com vontade gritar e chorar de raiva, mas demosntrando toda a calma) Isso é jornalismo, eu me formo em PU-BLI-CI-DA-DE!
E a pessoa (com cara de quem não entendeu nada):
- Ah tá! Entendi!




A publicidade continua me fascinando!!!
A seguir, imagens hilárias de uma campanha criativa demááás!!! Isso mostra que é o mundo e a profissão que eu escolhi pra mim! * imagens recebidas da Julia Martin.
Se deliciem....








































terça-feira, 12 de agosto de 2008

Indignação!

Sempre me gabava por aí que na minha cidade (pequena, muito pequena) não tinha vîolência, as casas não tem grades, tudo na santa paz...
Era... a violência já chegou onde o gato perdeu as botas!
Moro a uma quadra do meu trabalho, a escola do Gui fica a três quadras, dá pra ir a pé... Por isso acordo as 20 pras 8 da manhã, tomo um cafézinho e vou trabalhar. Êita vidão!
Pois é povo, mas assaltaram a funcionária da Escolinha Infantil que fica do lado do meu trabalho hoje. Quase na porta, as 7 da manhã! Dá pra acreditar? Dois "guris" armados com faca, levaram dinheiro, documentos, celular... e a deixaram apavorada, desesperada...
Isso me fez pensar que a gente não tem paz em lugar nenhum! A gente não tem paz pra comprar e usar as coisas que a gente compra (celular, câmera - ano passado roubaram a minha) com o NOSSO dinheiro!!!
Foda-se quem diz que é a sociedade que faz o bandido e blábláblá... Foda-se quem diz que o Brasil precisa de educação (porque aqui na minha cidade quase 100% das crianças e adolescentes freqüentam a escola)! As pessoas roubam por sacanagem, por falta de caráter, por saber que não vão presos, que vai ficar por isso mesmo... E os pais dessas crianças, será que sabem onde os filhos estão as 7 da manhã? Depois dizem que os pais não tem culpa e blablabla...
Os pais tem culpa sim! Fazem os filhos, largam no mundo, sem nenhum exemplo de honestidade e boa conduta e depois dizem que eles roubaram porque queriam ter o tênis de marca que viram na televisão, o videogame que os amigos riquinhos tem.
Pura hipocrisia! Eu nunca fui rica, nunca tive tudo o que eu quis na vida e nem por isso saí roubando ou trapaceando pra se dar bem na vida...
Isso tem a ver com educação (mas a educação que vem de casa, que por fim se reflete na escola e na vida fora de casa), com caráter, com honestidade, com humildade...
Claro que não dá pra generalizar, pois tem sempre os que se desvirtuam, mesmo tendo uma família legal, e que foram criados com todo o amor e carinho, com exemplos bons dentro de casa. Mas aí tem a ver com a personalidade e com o caráter nato da pessoa...
Ãi tô revoltada minha gente! Até hoje minha câmera que foi roubada numa balada no banheiro feminino (possivelmente por uma menina que eu conheço e que me conhece - aqui todo mundo se conhece) não apareceu. Nem sinal dela! Saber que paguei ela em 10 vezes, com meu dinheirinho suado e contadinho... e saber que a pessoa tá tirando aí mil fotos, se divertindo e rindo da minha cara possivelmente... me revolta mesmo!!! Arghhh!
Tem uma música do Skank, bem antiga, logo que eles começaram a fazer sucesso que se chama "Indignação", enquanto não acho ela, coloco "Esmola" do mesmo Skank, mas com a mesma idéia da indignação...
"A nossa indignação... É uma mosca sem asas... Não ultrapassa as janelas de nossas casas/Indignação/ indigna/Indigna/nação..."

sábado, 9 de agosto de 2008

Números

Não acredito em superstição... Nunca dei muita bola pra isso, não leio horóscopo, não corto o cabelo na lua certa...
Quando eu era criança, quando comecei a aprender a escrever, um dia escrevi assim:
G R A Z I E L E
S P E R O T T O

E percebi que meu nome e meu sobrenome tinham 8 letras cada um. E comecei a gostar do número oito.
- Grazi, escolhe um número?
- 8!
- Não, de dez pra cima...
- Ah, qualquer um que termine com oito... é meu número da sorte!
- Por quê?
- Ah, sei lá...

Bom, se é meu número da sorte eu não sei...
Só sei que ontem dia 08/08/08 ... foi um dia muito especial e importante!
Apresentei minha monografia à banca e fui super bem! Agora é só esperar a formatura!

Há um ano atrás escrevi aqui no blog sobre essa minha paixão pela comunicação social, e eu dizia: "Gente, a vida real é dura! Mas por outro lado quando nos esforçamos de verdade somos reconhecidos, nem sempre na hora certa, mas um dia somos..."
"E isso vale a pena, estudar, pesquisar, se envolver com um projeto faz muito bem pra gente. Cada pessoa deveria descobrir do que gosta pra ter o gostinho de sentir o que eu senti. Cada pessoa deveria fazer o que gosta, trabalhar no que gosta, se dedicar ao que gosta. Que mundo ideal seria hein..."
Nunca fui uma aluna CDF, perfeita, mas sempre dedicada. Sempre gostei de estudar, me interessava em aprender o que não sabia... Continuei sendo assim e agora vejo que vale a pena...
Voltei pro mundo dos blogs!!! Agora ninguém me seguuuura!!

Essa não é a sua vida - Papas da Língua
Roubar...
Subtrair uma parte qualquer
da metade do que não é nada
a não ser um pedaço qualquer de alguém...
Matar...
Subitamente apagar dessa vida
um pedaço que é nada mais
que uma parte qualquer
da metade do que não é nada
a não ser um pedaço qualquer de alguém...
Viver...
Repetir todo o dia a tarefa
de ser um a mais
uma parte qualquer da metade
do que não é nada a não ser
alguém...
Morrer
Simplesmente sair dessa vida
e deixar para sempre de ser
um a mais e de ser
uma parte qualquer da metade
do que não é nada a não ser
alguém...
Números, números, números
O que é, o que são
O que dizem sobre você
Essa não é a sua vida
Essa não é a sua história
Sentir...
Sente-se que a metade
de vinte por cento
dos vinte milhões de mulheres
no mundo
não sentem nenhum prazer...
Saber...
Sabe-se que o total de pessoas
que sabem o que é o amor
é igual a metade
dos que já não sabem
o que é amar...
Falar...
Fala-se que só metade
dos homens que sabem falar
realmente não falam aquilo
que sentem e falam falam...
Pensar
Pensa-se que uma parte
daqueles que pensam
é só a metade dos vinte por cento
que pensam naquilo
que é bom pra si
Números, números, números...
O que é, o que são
O que dizem sobre você?

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Saudades!

Saudades da Grazi-Blogueira, da Grazi-Nerd, que vivia nos blogs da vida matando o tempo...
Quem estiver com saudade de mim pode dar uma olhadinha aqui ó:
http://usinacomunica.wordpress.com/2008/07/31/uma-discussao-acerca-do-papel-da-publicidade-para-fins-sociais/

E tá explicado o porquê de eu não ter tempo pra nadaaaa!
Torçam por mim!
Quem quiser comentar sobre o tema também, sinta-se a vontade, mesmo quem não é da área da publicidade... é sempre bom saber a opinião dos outros...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Videozinho e meme

video

Só pra não abondonar totalmente aqui, um videozinho meio babaquinha mas engraçadinho, hehe.

Recebi meme bem legal da Nalu e resolvi responder (pra isso ainda tenho um tempinho...)
É o seguinte:
[1] Escolher banda/artista.
[2] Responder somente com os títulos das canções.
[1] Escolhi Lulu Santos (amooo!)

Descreva-se: O Último Romântico
O que as pessoas acham de você: Adivinha O Quê
Descreva sua última relação: Como uma onda
Descreva a atual relação: Deixa Isso Pra Lá
Onde queria estar agora: De repente, Califórnia
O que você pensa sobre o amor: Assim Caminha A Humanidade
Como é sua vida: Tudo Azul
Se tivesse direito a apenas um desejo: Tudo Com Você
Uma frase sábia: Fé Cega, Faca Amolada
Uma frase para os próximos: A Força Do Destino

Como sou do contra e não costumo repassar selinhos e memes ( ah, quase todos os blog amigos já tem isso respondido...) não vou repassar pra ninguém (ando numa fase meio malvada, hohoho)
Espero voltar a postar com mais regularidade como antes, ainda tô organizando muitas coisas na minha vida, faculdade, família, amigos, coração...
Obrigada de coração a Nalu, pelo meme e pelos selinhos prêmio que já estão ali do lado...
Voltarei, prometo!!! Com minha vida organizada (tomara!) e muita disposição pra escrever e ler blogs e mais blogs! Bye!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Falando de amor...(de novo?)

Tudo gira em torno do amor.
Em qualquer lugar que a gente entre, o assunto preferido é amor, ou a falta dele...
O amor que se tem, o amor que se quer, o que já teve, o que partiu...
Em todo lugar as pessoas falam de sentimentos... Na balada também rolam sentimentos... Atração é um sentimento. Você não tem atração por uma cadeira, uma mesa... se você tem atração por alguém, é porque esse alguém tem alguma coisa de bom, e pra mim essa "coisa de bom" não tem a ver só com o corpo...
Amor, amor, amor. Todo mundo procura um, mas nem sempre o enxergamos porque:
- careca demais
- cabeludo demais
- é magro demais
- é gordo demais
- fuma demais
- bebe demais
- fala demais
- não fala nada, esconde os sentimentos
- é grudento demais
- é frio demais
- é tarado demais
- é baixo demais
- é alto demais
- é amigo demais
- é desconhecido demais...
e por aí vai...
Sempre nos boicotamos, a toda hora, a todo instante, pra não conseguir chegar perto do tão desejado amor. Por que fazemos isso?????
Por que deixamos passar uma pessoa importante só porque ela não se encaixa no que consideramos "o melhor" pra nós?Somos idiotas, aprendemos a ser solitários e é mais fácil ser assim.

Parece texto escrito por mim, né? Na verdade é retirado do blog
Não tem explicação, não tem... com algumas adaptações minhas...

Eu tinha prometido tempos atrás não falar mas disso... mas sei lá, não ando inspirada pra escrever sobre coisas menos óbvias... a política, a corrupção, a violência, o tempo, o clima, ...
O amor é uma coisa óbvia, porque mesmo que as pessoas dizem conseguir viver sozinhas, a falta que faz um amor é algo assim... indescritível.
Aquela pessoa que você pode ligar a qualquer hora, dizer e ouvir um "oi amor? td bem?" Saber que alguém em algum lugar está pensando em você... tsc tsc tsc...

"O mal do século é a solidão..."
Concordo plenamente.
E fim de papo!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Valor...

Volto depois de um tempinho, não pra postar um daqueles "textões"... Volto pra escrever uma coisa bem clichê, mas que não deixa de ser importante.
Hoje estava lendo o blog do Antônio (mesmo com a falta de tempo relatada bem aí abaixo, tiro uns minutos pra ver o que meus amigos blogueiros andam escrevendo). Pois bem, aí ele fala sobre um coisa que concordo, em muito:
"A vida é como aquela história da mosca e da abelha, que acredito até já ter citado por aqui alguma vez. A mosca encontra o esterco no meio das flores; a abelha, no meio do esterco, encontra uma flor. Tão simples, que chega a dar nojo. Mas, se tudo fosse perfeito, viver seria algo muito sem graça, porque tudo que é conquistado com superação tem mais valor. "
E esta é a mais pura verdade! A gente reclama de monte que quer ser rico pra não ter que sofrer trabalhando, estudando e tal... Mas putz, que graça teria a vida se fosse assim tão fácil? Que graça acordar e não ter nada pra fazer?
Damos mais valor para o que é conquistado com sacrifício, e a recompensa é maior sempre.
Essa é a graça da vida... Superar obstáculos, que possam nos fazer crescer, aprender com os erros, suando muito pra conseguir o que a gente quer.
Afinal, tudo que é mais difícil é sempre mais gostoso!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Durma-se com um barulho desses!

Bom, vou avisando que pode parecer um post meio irritadinho e desabafador (hehe)...
Se me perguntam hoje o que mais me irrita, posso responder que é a corrupção, a violência, a falta de educação, citar um caso, uma notícia e até comentar do caso Isabella (hehe), mas não...
Sabe o que me irrita? Pessoas com som a todo volume... na rua, no carro de som da rua? Nãão!
No ônibus! Ou melhor, no banco do ônibus, do meu lado no ônibus, no fone de ouvido da criatura, deu pra entender?
Ok, tá certo que quem sabe o mp3 ou mp4 da pessoa é novo e ela quer ouvir a todo custo e compartilhar com as outras pessoas suas músicas óteeemas (ótimas pra ela, é claro). Mas não suporto isso gente! Quando quero relaxar também escuto minha musiquinha, mas no máximo no volume 15... e faço o teste de boas maneiras antes, olha só e aprende querido companheiro de banco:
1. Você senta bonitinho no banco do bus (melhor que não seja do meu lado)
2. Liga seu aparelhinho "tocador de músicas óteeemas".
3. E aí faz o teste, tira o fone de ouvido do seu ouvidinho (GRRRRR) e coloca um pouco longe do seu ouvido (pra saber se quem tá do lado escuta também).
4. Pronto! Se a pessoa não escuta, você põe de novo no seu ouvidinho e escuta a música que quiser, de pagode a erudita... Ou regula o volume até a pessoa do lado NÃO ouvir!
Ah, são quatro passos tão simples! Putz, já dizia a música "cada um no seu quadrado" - ou melhor "cada um com sua música", ok? Eu não escuto a sua música e você não escuta a minha música. Acho que foi isso que o cara que inventou o fone de ouvido pensou, não?!
Nem precisa a tal Glória Kalil ensinando boas maneiras viu! Agora a Grazi ensina também (que fofo né?).
Boas maneiras nem sempre é saber comer com o talher certo e com o guardanapinho no colo. Tem a ver com bom senso, e um pouco de noção né?